As Crônicas de Lettoria – O Último Passeio (parte 5)
“-Você acha que alguém viu o que a gente fez? – Cecília perguntara a Rafael. Por alguma razão estranha aquela pergunta a divertia, ela lhe lançou um olhar vívido.
Antes de responder ele fez um sorriso maroto.
-Não sei. Talvez tenham visto. – disse e riu. – Se alguém viu, ganhou o dia, não foi? Acho que não foi algo ruim de ser ver! – terminou abrindo um sorriso grande.
Ela riu bastante.
-Tem razão. Se alguém viu, deve ter achado que ganhou o dia, afinal, pra presenciar algo tão bom . . .
-Sim . . .
E agora olhavam-se. Beijaram-se mais uma vez, porque se amavam muito e porque não queriam se separar.
Cecília o abraçou bem forte, recostou o rosto bem junto ao pescoço dele e suspirou.
Ela queria dizer “Volte, Rafa. Vá e depois volte para cá. Porque eu te amo muito.” e queria perguntar também “Você não vai me esquecer, vai Rafa? Me ama de verdade e vai tentar ficar junto de mim, não é? E se nós tivermos um filho? Você não vai me abandonar, não é?”.
E Cecília sentia-se muito mal por querer dizer tudo isso. Porque havia um peso nas palavras. E porque mesmo que ela lhe pedisse, e perguntasse agora, ele poderia mentir. Ou poderia até tentar falar a verdade, mas o destino poderia transformar as palavras dele em mentiras, fazendo as promessas voarem ao vento.
Por isso, Cecília decidiu falar somente “Eu te amo”.
E quando estava quase falando . . .
-Eu te amo muito, Cecília. – Ele falou. E soou verdadeiro. Soou tão verdadeiro que ela pôde sentir com seu coração a verdade nas palavras dele. E não era aquela, afinal, a resposta para suas aflições? Era, sim. Pelo menos por enquanto.
“Eu te amo muito, Cecília” . . . As palavras ecoavam na mente dela. A voz dele estava embargada. E agora ele segurava o choro. Mas, duas lágrimas caíram sobre a camisa que ela usava, que era não de outro, mas do próprio Rafael.
Ela o beijou no rosto. O rosto estava quente por causa do choro. Foi um beijo de consolo. Sim, porque ela percebera que ele também sofria e ela o amava, um beijo carinhoso como o de uma mãe seria algo bom para ele agora.
A mão dela passou por entre os cabelos dele e ela a manteve lá por alguns intantes, como fizera quando estavam se amando na praia.
-Vou estar lá amanhã pra ver você ir. E pra torcer que nós permaneçamos juntos. – a voz dela estava um pouco trêmula, mas não tanto quanto a dele.
Ele agora chorava realmente e não deu nenhuma resposta com palavras. Apenas assentiu, continuando a abraçá-la.
E então ele a levou até a porta de casa e ela se foi, beijando-o antes de fazê-lo.
Do mesmo jeito que ele iria dali a horas que seriam muito curtas.”
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Seria bobo dizer que chorei?
É.. então deixa para lá.
Como sempre, parabéns. Esta história está merecendo uma publicação ou um curta.
Até!
eu tô cada vez mais encantada cntg, André *-*
quero mais mais maaais.
e como disse e Pollyana, merece muito uma publicação e tbm um curta.